Mas uma coisa é apoiar em teoria e outra coisa é dar o exemplo; algo que o Bloco de Esquerda não faz: o site Esquerda.net, que é o portal de informações deste partido, usa o Adobe Flash Player (que é software proprietário) na subscrição da newsletter e no cabeçalho do site (não me refiro aos vídeos que "lá andam" porque, neste momento, é quase inevitável -- ou é pelo menos demasiado oneroso -- optar por usar esta tecnologia, para esse fim, devido à sua utilização pelos principais sites de vídeos). Assim, se eu quiser receber as notícias deste portal no meu email, só o poderei fazer se tiver o Flash instalado. Ora isso não facilita em nada a democratização do acesso às novas tecnologias e mais concretamente à Internet (que é algo que é "bandeira" do Bloco).
Se o BE quer cumprir o seu programa de governo, mais concretamente as páginas 93 e seguintes, faça o favor de começar por arrumar a própria casa e retirar o Flash Player do portal, nos sítios em que ele é desnecessário (ex: uma imagem .gif pode substituir a animação do cabeçalho). Vão ver que ficam com o portal mais leve e mais acessível para toda a gente (tal como o próprio BE deseja... em teoria).
"Ah e tal, tu és anti-Bloco de Esquerda e arranjaste uma desculpa idiota só para criticar". Não, não é este o caso. Apenas dediquei um post a este tema para alertar que, neste caso, o problema não são só os outros: nós próprios temos de rever os nossos hábitos informáticos e perceber que alguns deles estão de tal maneira enraizados que os maiores defensores da causa são os primeiros a ir contra ela, simplesmente porque "é normal usar Flash para tudo e mais alguma coisa".
Ok, eu admito que aproveitei este artigo para dar uma alfinetada no BE (mas das pequeninas). Foi mais forte do que eu. ;)
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