segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

O Brazovsky está morto, viva ao B de Brás!

No dia 2 de Dezembro, este blog comemorou o seu segundo aniversário, data essa que eu infelizmente deixei passar em branco.
Como ainda estamos em Dezembro e acho que vale a pena fazer algo de diferente para assinalar essa data, decidi reinventar a minha presença na blogosfera e mudar-me para um alojamento com domínio próprio e para a plataforma Wordpress (finalmente!).


B de Brás é o nome do novo blog e este terá algumas diferenças relativamente ao Brazovsky:

  • A vertente de "blog pessoal" terá uma forte presença (ao contrário do que aconteceu com o Brazovsky);
  • A informática continuará a ser um dos principais temas mas não será o único: Direito, música, cinema e banalidades irão aparecer em grandes quantidades;
  • Terá uma escrita menos formal;
Este blog poderá ser acedido através do:
O novo blog continua em obras e ainda não tem nenhum artigo escrito, mas quem quiser passar por lá para opinar, está à vontade.

quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

Usar o Internet Explorer

Neste artigo do LifeHacker, encontrei a seguinte estatística:


Last month's browser breakdown for Lifehacker readers was 62% Firefox, 22% IE, 8% Safari, and 6% Chrome.

Depois pus-me a pensar: É impressão minha, ou as pessoas que consultam regularmente sites de informática e que estão devidamente esclarecidas sobre o mundo dos bits e bytes, não usam (por norma) o Internet Explorer...

Vai se lá saber porquê.

domingo, 30 de Novembro de 2008

Promoção da Vobis


O Asus Eee 1000H custava €429,03 e agora custa €429.

quarta-feira, 26 de Novembro de 2008

Procura-se: Alojamento para site/blog

Pois é meus amigos, estou a pensar em reformular a minha participação na Internet e para isso preciso de um alojamento para o futuro site/blog. Aceitam-se sugestões para o prestador do serviço.

Nota: Claro que tenho preferência por serviços bons e baratos ;).

domingo, 23 de Novembro de 2008

Codecs legais para o Ubuntu

Antes que alguém me comece a "atirar pedras", eu adianto já a parte do "nos repositórios do Ubuntu só se encontram codecs legais". Eu sei disso. Mas também sei que esses codecs ou não conseguem ler todos os ficheiros multimédia, ou são de má qualidade, e por isso, costuma-se recorrer aos w32codecs (também conhecidos como win32 codecs) que são de legalidade mais do que duvidosa.

Na loja online da Canonical, estão à venda codecs da Fluendo (que é a empresa que mantém a plataforma multimédia Gstreamer) que são 100% legais e que complementam na perfeição os codecs Gstreamer que estão nos repositórios.

Estão disponíveis dois pacotes:


Não são baratos, mas para aquelas pessoas que gostam de ter o Ubuntu 100% legal e mesmo assim não deixar de ver os seus vídeos favoritos, esta será uma boa solução.

quinta-feira, 20 de Novembro de 2008

Matrix no Windows XP

Os tipos do CollegeHumor superaram-se:



"Ubuntu? Eu vou aprender... Ubuntu?"

Podem encontrar este vídeo com uma melhor resolução neste link.

Visto no Comunicadores.

sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Contrato ou Contracto?


Link para a página da EDP.

Nota: "Errare Humanum Est".

quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

Análise Asus Eee 1000h

Quem me conhece sabe que eu estou apaixonado por esta nova categoria de portáteis, os netbooks. No meio de todos eles, há um que tem tido uma especial atenção da minha parte: Asus Eee 1000H. Como já o tive a testar numa loja, queria deixar aqui a impressão com que fiquei dele (à imagem da análise que fiz ao Acer Aspire One).


O "físico" deste portátil é fenomenal: é pequeno e extremamente bonito. Pelo lado negativo há que dizer que o material usado no revestimento conjugado com a cor preta, traduz-se num local proibido para colocar os dedos, porque se não o portátil fica cheio de dedadas.


Nota-se que há uma grande preocupação em mantê-lo o mais fino possível, não caindo na tentação de compensar a sua dimensão pequena (largura e comprimento) com alguns centímetros de espessura.


O teclado é para mim a grande vantagem sobre os outros Eee, porque tem praticamente o mesmo tamanho dos teclados "normais" (92%). Porque ser "praticamente igual" não é o mesmo que ser "igual", os dedos de vez em quando carregam na tecla errada. Nada que uns dias de habituação não ultrapassem.


O ecrã de 10.2 polegadas com uma resolução de 1024 x 600 dá perfeitamente para fazer a maioria das tarefas (navegar na Internet, escrever um texto, ler uns PDFs) sem grande esforço para os olhos (ao contrário do Eee 701).


A nível de software, este Asus traz o Windows Xp como sistema operativo e o StarOffice 8 como suite de produtividade.
Fiquei com a ligeira impressão de que o arranque a frio do processador de texto do StarOffice é um pouco lento, não sei se devido ao processador Intel Atom, se devido à possível ausência do "quickstart" que acelera a abertura dos "OpenOffice based" quando se inicia o Windows.

Conclusão: Se eu não tivesse um portátil, acho que caía na tentação de comprar um bichinho destes. É pequeno, é leve, é bonito e não é muito caro. Algumas pessoas argumentam (e com razão) que com esse preço (mais ou menos 399 euros), consegue-se encontra um portátil em "outlet" com um processador dual core, uma gráfica igualmente integrada mas um pouco melhor e com um gravador de CDs. Eu concordo, mas este portátil encaixa-se num nicho de mercado que o notebook normal não consegue competir, que é o mercado dos portáteis pequenos, leves e com uma enorme autonomia de bateria (neste caso pode aguentar até 7 horas).

Se a oferta conseguir satisfazer a enorme procura que este netbook tem tido, o Asus Eee 1000H arrisca-se a ser o portátil best-seller deste Natal. Vai uma aposta?! ;)

http://ruicorreiabras.com/blog/2008/11/13/analise-asus-eee-1000h/

quinta-feira, 30 de Outubro de 2008

Download Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Tal como tinha prometido no artigo com o review, aqui estão os links para a versão final do Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex.



O download do Ubuntu 8.10 e Kubuntu 8.10 podem ser feitos através dos respectivos links (são ambos tráfego nacional).

O download do Xubuntu 8.10, Mythbuntu 8.10 e Ubuntu Studio 8.10 será disponibilizado assim que os servidores da Canonical "desencravarem", porque neste momento estão a rebentar pelas costuras.

quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

Análise ao Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex

Em antecipação ao lançamento da versão final do Ubuntu 8.10 Intrepid Ibex, decidi fazer uma análise à versão RC actualizada até ao dia 29 de Outubro (ou seja, um dia antes do lançamento da versão final).

Em todas as análises que tenho feito até agora às várias versões do Ubuntu, acabo sempre por dizer que a última versão é a melhor de sempre deste sistema operativo. Será que a história se repete? Ou será que este Intrepid não tem capacidade para atingir os elevados patamares de qualidade impostos pelo 8.04 Hardy Heron?


Para começar, vamos fazer uma visita guiada por algumas das novidades desta nova versão:

Novo grafismo no particionador de disco, incluindo barras coloridas para distinguir as várias partições, tornando-se mais perceptível o espaço ocupado por cada uma delas.


Login automático: A partir de agora podemos definir durante a instalação se queremos que a nossa sessão se inicie automaticamente sem pedir o username e a password. Para que isso aconteça, basta seleccionar a opção "Log in automatically".


No painel superior do GNOME surge um novo applet que junta as funções do antigo alternador de utilizadores e do botão para suspender / desligar o PC. Ficou bonito e muito mais prático.


Uma das novidades que mais me deixou entusiasmado foi a possibilidade de colocar o Ubuntu numa Pen Drive, tornando-a assim num género de Live USB. Apesar de isso já se fazer com as versões anteriores do Ubuntu, com o Intrepid Ibex não é necessário recorrermos a "guias" para o fazermos: basta arranjar uma imagem .iso ou um CD com o Ubuntu lá dentro, colocar a Pen numa porta USB, abrir o programa "Create a USB startup disk" que se encontra no menu Sistema> Administração e seguir as instruções. De uma forma simples e prática, temos uma Pen com o Ubuntu instalado, pronto para ser utilizado como sistema operativo normal e com a capacidade de servir de instalador para o disco rígido de qualquer PC, como se de um Live CD se tratasse.


A versão 2.24 do GNOME traz uma novidade que há muito era desejada pelos amantes deste ambiente gráfico: a inclusão de separadores no Nautilus (gestor de ficheiros do GNOME). Assim, e à imagem daquilo que já acontece nos browsers actuais, podemos ter na mesma janela várias pastas abertas em separadores diferentes, o que facilita e muito a gestão da quantidade de janelas abertas que temos na barra de tarefas. O Nautilus passou também a ter um botão "eject" do seu lado esquerdo para podemos desconectar mais facilmente os discos amovíveis que estão ligados ao PC.


Cruft Remover é o nome de um novo programa do Intrepid Ibex que tem como função retirar os pacotes redundantes e de má qualidade que se encontram instalados no sistema, ou seja, ao fazermos esta lavagem ao Ubuntu, deixamos o sistema com uma menor probabilidade de ter conflitos de pacotes. Acho que este programa foi feito a pensar sobretudo nos dist-upgrade, porque nessa altura, os pacotes que não pertencem aos repositórios oficiais do Ubuntu podem fazer com que se quebre o sistema. No meu caso, ele detectou-me os pacotes do Medibuntu como "lixo", mas não embirrou com o Opera 9.61 que instalei dos repositórios do Opera. Assim, ainda estou para descobrir qual o critério que eles utilizam para classificar os pacotes como indesejáveis.


Outras das novidades que merecem ser referidas são:

  • X.Org 7.4
  • Linux kernel 2.6.27
  • GNOME 2.24.1
  • O GRUB passa a ter uma entrada de recuperação com o “último boot correcto”
  • Samba 3.2
  • Encrypted Private Directory
  • Network Manager 0.7
  • Totem BBC plugin - Trata-se de um plugin para o Totem que permite ver conteúdo multimédia da BBC

Pontos positivos e negativos do Intrepid Ibex:

Pelo lado positivo:
  • Há uma clara evolução na quantidade e qualidade das funcionalidades novas. Basta olhar para o programa para criar uma Live USB e o de limpeza de pacotes, para nos apercebermos que o Intrepid decidiu apostar numa onda de inovação. É de aplaudir esta atitude.
  • Apesar de não ter os dados concretos para os poder comparar, dá-me a sensação que o Intrepid Ibex é mais rápido a iniciar do que o Hardy Heron. Aumentos de performance deste género são sempre bem-vindos e nunca são demais.
  • Fiquei feliz e ao mesmo tempo admirado por ver que o Ubuntu consegue detectar correctamente a placa de som do meu portátil Asus (coisa que não acontecia nas versões anteriores). Esta melhoria da compatibilidade com o som do meu PC não é exclusiva do Ubuntu, porque ela deve-se a uma actualização da versão do ALSA que podemos encontrar em mais distribuições de Linux (no Mandriva 2009 o som deste portátil também funcionou na perfeição).

Pelo lado negativo encontrei alguma instabilidade e alguns bugs:
  • O ajuste do brilho do ecrã quase que me levou à loucura, porque sempre que eu iniciava o Intrepid, ele metia o brilho no máximo apesar de eu o ter colocado perto do mínimo na sessão anterior através dos atalhos do teclado. A solução para este problema só apareceu quando eu me lembrei a ir ao menu Sistema> Preferências> Gestão de Energia e colocar o brilho no nível que eu queria através do botão que lá está. Ficou definitivamente resolvido.
  • Quando inicio o PC através do Live CD, o Ubuntu não me consegue montar as duas partições NTFS que tenho no disco, nem mesmo uma simples Pen Drive em FAT32. Espero que seja um problema que só se encontre na RC e que a versão final não padeça deste bug.
  • O novo Plugin do Totem para ver vídeos da BBC não está a funcionar. Não sei se é problema do programa ou se é o serviço que ainda não está disponível, o que é certo é que não o consegui testar por causa disso.


  • Por fim, tenho de voltar a fazer a mesma critica que fiz em todas as análises anteriores ao Ubuntu: continua a não existir um gestor gráfico do GRUB. A sério meus amigos, já ontem era tarde! Todos as distribuições modernas de Linux trazem esse gestor, porque é que a Canonical insiste que os utilizadores do Ubuntu têm de continuar a recorrer à configuração manual de algo tão importante?! Enfim, parece-me que nem tão cedo vou ver este problema resolvido.

Conclusão:

Colocando os prós e contras nos dois pratos da mesma balança, chego à conclusão que vale a pena passar da versão 8.04 para a 8.10. Este novo Ubuntu traz várias inovações, novas funcionalidades e uma mão cheia de programas actualizados nos repositórios. Parece-me um bocado instável e com alguns bugs, mas pode ser que eles sejam corrigidos nas primeiras actualizações após o lançamento da versão final. A função dos "não LTS" é dar grandes saltos qualitativos, mesmo que se tenha de comprometer um pouco da estabilidade. Assim sendo, podemos dizer que o Intrepid cumpriu e bem a sua missão.

Assim que saia a versão final do 8.10, eu farei um novo post com os links para o download do Ubuntu e dos seus derivados. O lançamento está por horas. :)